Mulheres em cargos de Liderança
Cada vez mais empresas têm mulheres em cargos de liderança, mas o equilíbrio significativo entre os géneros continua indefinido
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| Mulheres em cargos de Liderança |
Um número significativamente maior de empresas (75% em 2018 contra 66% em 2017) tem agora, pelo menos, uma mulher na equipe sénior, mas a percentagem da equipa que é composta por mulheres caiu de 25% para 24%, segundo o Relatório Anual da Grant Thornton International Ltd. “Women in Business”.
A pesquisa revela que a introdução de políticas, por si só, não é suficiente para impulsionar o progresso real. Para criar mudanças, é necessária uma cultura mais ampla de inclusão, defendida a partir do topo.
O progresso registado a nível de empresas com mulheres em cargos de direção tem sido principalmente impulsionado por economias emergentes, como África (onde 89% das empresas têm pelo menos uma mulher na administração) e Europa Oriental (87%), enquanto a América Latina evidencia o maior aumento (de 52% para 65%). Mas houve também um aumento significativo em regiões desenvolvidas como a América do Norte (de 69% para 81%) e a União Europeia (de 64% para 73%).
As economias emergentes continuam, também, a registar a maior proporção de mulheres em cargos de alto nível, incluindo a Europa Oriental (36%), a América Latina (30%) e a África (30%).
Francesca Lagerberg, patrocinadora da liderança das mulheres na Grant Thornton International Ltd, comenta:
"Embora seja extremamente positivo que as mulheres ocupem cargos importantes em cada vez mais empresas, é dececionante que isso esteja a acontecer de uma forma tão lenta. Isso sugere que as empresas se concentram no cumprimento dos mínimos, à custa de um progresso significativo, não conseguindo assim quaisquer benefícios com a verdadeira diversidade de géneros. Precisamos de ir além da política e focarmo-nos no papel vital que a liderança e a cultura podem desempenhar na criação de um progresso real no equilíbrio de género. Há provas convincentes da ligação entre a diversidade de género na liderança e o sucesso empresarial. A atual volatilidade na economia global e as contínuas inovações e ruturas tecnológicas tornam a questão mais importante do que nunca”.
Isoladamente, a política não impulsiona o progresso
O relatório da Grant Thornton investiga o papel das políticas empresariais e governamentais no movimento de mudança. Os dados mostram que as políticas de igualdade de género são abundantes e generalizadas, com 81% das empresas a adotar salários iguais para homens e mulheres que desempenham as mesmas funções, e 71% a implementar políticas de não discriminação no recrutamento. As medidas que apoiam os pais que trabalham também são populares entre as empresas, incluindo a licença parental paga (59%), horários flexíveis (57%) e trabalho a tempo parcial (54%).
Contudo, não existe uma ligação clara entre as políticas postas em prática pelas empresas e a diversidade de género das suas equipas. Nenhuma política isolada parece impulsionar a diversidade de género, e as regiões em que as empresas têm mais políticas implementadas - África, UE e América do Norte - demonstram níveis muito diferentes de diversidade de género na liderança empresarial.
As empresas dizem que estão motivadas para introduzir políticas de igualdade de género principalmente para atrair e manter funcionários (65%) e para estar de acordo com os valores organizacionais (65%).
O recrutamento e a retenção são prioridades estratégicas para os negócios, e a igualdade de género na liderança tornou-se um elemento central da marca da empresa. No entanto, as empresas dizem que as barreiras à introdução de políticas incluem a complexidade de pôr em prática as boas intenções (22%) e os estereótipos sobre os papéis de género (21%).
Traduzido e adaptado de:
Grant Thornton International Ltd.
Grant Thornton Portugal Auditoria
Lisboa, 25 de Junho de 2018

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